domingo, 16 de novembro de 2014

Sítio para o calhau de Arouca

Quando na primavera passei por Arouca, mencionei que tinha trazido uma pedra que encontrei na Serra da Freita. Até hoje tinha-a sem sítio definido, pois ainda não tinha encontrado sítio certo para ela.



Até que hoje olhei para umas heras, que tenho a ocultar um tubo grosso, coberto por cimento, que tem ali uma saída de água - e as heras são ótimas para usar como ocultação de qualquer coisa - e achei que ali é que poderia a dita pedra, que a mim, mais parece que foi uma escultura, feita pela erosão do tempo, e que transformou aquela rocha granítica, preta e branca, numa espécie de busto. 




Quem sabe ainda lhe atribuo um nome! Que é aquilo que tens ali? Ah é uma peça de arte, é o busto do... !

Morangueiros em pote de barro

O tempo não tem dado tréguas, é chuva é mais chuva desde setembro - os meus pais dizem que choverá durante seis meses "Lua nova trovejada em setembro..." - e a pouca jardinagem que tenho feito, sempre ao fim-de-semana e quando o tempo permite, tem-se limitado a arrancar as raízes da sebe de escalónias que cortei (ainda faltam uns quantos raizeiros), arrancar umas quantas dezenas de azevinhos que nascem debaixo das árvores de fruto, fazer mais umas pequenas manutenções como podar as trepadeiras (ainda hoje podei o jasmim) e pouco mais. 

Nesse pouco mais, incluiu-se a plantação de morangueiros. Confesso já que pouco ou nada sei sobre a poda, aliás a horticultura (ainda) não é o meu forte, mas como os meus pais iam arrancar uns quantos e deitar fora, achei que seria o momento certo, para preencher aquele pote de barro, específico para morangos, que trouxe de Barcelos, aquando da visita ao Jardim das Barrocas.



Comprei aquele pote na feira, já com ideia de posteriormente tratar de o encher com morangueiros. Não sei muito sobre a coisa, mas também não me parece que seja preciso fazer um curso! Este ano os meus pais trouxeram uns morangueiros de casa de uns amigos, plantaram, e deu morangos para todos, tanto para a passarada, como para consumo de casa. 

Enchi o recipiente de barro com composto e nos primeiros dias após o transplante, achei sensato colocá-lo numa zona mais abrigada do sol. Então por estes dias resolvi colocá-lo diretamente ao sol, em frente da casa, e em cima de uma tampa de saneamento no meio do relvado.






Não sou muito entendido, mas parece-me evidente que, para já, estão com bom aspeto. Esperemos que lá para o verão possa provar dos seus frutos.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Sebe - Adeus Escalónias - Olá Heras

Como referi no início do blogue, quando decidi colocar uma sebe, primeiro na frente da casa, ponderei bem, e acabei por decidir-me pela escallonia rubra, pois só via vantagens, isto quando comparava com outras alternativas. 

Escallonia rubra

Na altura, na zona onde trabalhava e onde estacionava o carro, admirava a sebe de uma vivenda. Alta, sempre verdinha, com as folhas com um brilho que pareciam quase envernizadas, e que ainda por cima davam flor. Ainda nem sequer sabia o nome da planta, então cortei um pequeno rebento e depois questionei num horto, e depois de muito estudar a coisa, decidi que também eu ia ter uma sebe de escalonias.

Sebe de escallonia rubra junto ao local onde trabalhava (Imagem Google Maps)

O problema chegou nos últimos anos. Começaram todas, as minhas e todas as outras sebes que vejo, incluindo as que se vendem nos hortos, a ficar cheias de manchas negras. As folhas a partir de outubro caem todas, e lá se vai a beleza e a privacidade.

Ainda tentei aplicar calda bordalesa, mas não era viável. O trabalho que dava a pulverizar tudo, e ainda por cima tinha de proteger os muros com plásticos porque estão pintados de branco, o gasto em cal e sulfato de cobre, resumindo, não era fazível. 

Então em fevereiro passado já cortei algumas, para libertar espaço para poder plantar algumas heras, que serão a nova espécie substituta para a sebe, e tratei de lhes dar uma poda valente, isto para tentar que rebentassem e quem sabe até melhorassem do problema que as afetava. 



E de facto, depois da poda, as escallonias brotaram vigorosamente, e ficaram de novo verdinhas, mas chegado outubro o problema repetiu-se e ficaram de novo nuas. Entretanto, como as heras plantadas em fevereiro, já tinham chegado à rede do muro, e entendi que era tempo de cortar a sebe, pois em breve as heras iriam-se emaranhar nos paus das escallonias. 

E duma coisa destas em 2011:


E que tinha esta largura (uns 80cm)  em 2013:




Passei a ter isto na frente da casa:


Sim, o aspeto não é dos melhores, ainda por cima os blocos estão à vista porque só tem acabamento por fora, até porque não fazia grande sentido gastar dinheiro a pintar por dentro quando vai levar plantas a tapar. Mas as heras crescerão, e mais rapidamente do que pensa, e não tenho dúvidas que daqui por um ano, apesar de ainda estar longe de estar tudo tapado, o cenário já será bem diferente para melhor. Entretanto dos outros lados, e porque os muros estão mais altos e as heras demorarão mais a alcançar a rede, ainda ficam as escalónias mais um ano, e depois levarão o mesmo tratamento. 

 # Escolher as sebes

# Estão nuas as minhas sebes

domingo, 2 de novembro de 2014

Azevinho-formigueiro

Quem vai acompanhando o blogue, sabe que falo muitas vezes nos imensos azevinhos que nascem espontaneamente um pouco todo o lado no meu terreno. Eles nascem às centenas, mas principalmente debaixo das árvores, onde a passarada se entreterá a comer os pequenos frutos.

E há algum tempo, que reparei que tinha nascido um azevinho num vaso com uma pequena suculenta Haworthia viscosa. Nada anormal, pois é muito natural que caiam sementes nos meus vasos de plantas que tenho nas traseiras de casa, e depois ali nasçam.

Haworthia viscosa




O azevinho, ainda por cima com terrinha da boa, rapidamente ficou maior que a pequena suculenta, e já há uns tempos que reparei que o azevinho estava cheio de terra no fino tronco. Mas isso é normal, até porque debaixo das árvores, e com a chuva que tem caído, a terra salta, aliás, este mesmo vaso como se vê na imagem nota-se que falta ali terra dos lados. 

Mas a terra que tinha visto no azevinho, não foi nada terra que saltou! Até porque aos poucos a terra foi-se acumulando cada vez mais!

Formigueiro num azevinho


Afinal foram só as formigas que acharam que aquela jovem planta era o sítio ideal para construírem a sua casa, e ali fizeram o formigueiro.



Noto que apesar de jovem, e como se pode ver saudável, o jovem azevinho tem já algumas pequenas conchonilhas, que como se sabe atraem as formigas com as suas secreções açucaradas. Não sei se isso poderia ter alguma coisa a ver, ou se simplesmente acharam por outros motivos acharam que ali seria o melhor sítio para viverem. 

Segundo li, as formigas, tal como as pessoas nas cidades, andam sempre a ver sítios com melhores condições para eventualmente se mudarem. Talvez deixe ali o azevinho mais algum tempo, e vou deitando o olho a ver o que sai dali, isto se elas não se tiverem chateado por eu ter andado a mover-lhes a casa de sítio!

Oliveiras do Convento de Cristo

Fez há poucos dias um ano que estive em Tomar, no Convento de Cristo e na Mata Nacional dos Sete Montes. Como é habitual, recolho sempre algumas sementes que apanho do chão e como também é hábito, costumo enterrá-las e depois na maior parte das vezes nunca mais me lembro delas! 

Mas as sementes de oliveira que recolhi, germinaram e fizeram questão de me lembrar delas, pois encontrei uma mini oliveira com uns vinte centímetros de altura, e encontrei uma outra com uns três ou quatro centímetros noutra zona do jardim. 

A que me chamou a atenção, nasceu mesmo junto ao muro do passeio, onde logicamente a enterrei. 




Quando comentei com os meus pais, estes mostraram-se incrédulos. Mostraram-se surpreendidos como podia eu ter oliveiras a nascer de semente, quando eles, que cultivaram campos que tinham oliveiras, e muita azeitona que por vezes apodrecia e ficava no chão, e os terrenos eram depois lavrados para cultivo e nunca viram oliveiras a nascer de semente. 

Pois é, mas eu não fiz nada de especial, aliás nunca faço, desses truques para acelerar a germinação. Limito-me apenas a enterrar as sementes e a esperar que a natureza faça a sua magia. E a não ser que tenha trazido outras sementes, e que já não me lembre (o que é perfeitamente possível) acho que tenho em casa duas oliveiras, filhas daquelas oliveiras centenárias do Convento de Cristo.

Transplantei esta oliveira maiorzinha para um garrafão de lixívia, improvisando um vaso e verei como se desenvolve. 


Entretanto ontem coloquei as quatro sementes nauseabundas de ginkgo bilova num vaso identificado para o efeito. Isto nem pareceu meu, se calhar deveria era ter enterrado uma ou duas! Logo veremos  quando, e se terei filhas da "maior ginkgo bilova de Portugal".