terça-feira, 21 de junho de 2016

Picos da Europa II - Lagos de Covadonga

No dia seguinte aos cerca de 24Km do trilho da rota do Cares, estava destinada uma visita a Cangas de Onis e aos magníficos Lagos de Covadonga.




Felizmente acordara bem melhor do inchaço dos pés, mas fui para o autocarro demasiado confiante, de calções e manga curta, pois de manhã bem cedo, à saída do Hotel a temperatura estava boa. Mas bem que já tinham avisado, lá nos Picos, num só dia, podemos apanhar tempo das quatro estações do ano. E na verdade, mal o autocarro nos deixou no parque de estacionamento e saí lá para fora, arrependi-me bastante da roupa que trouxera, mas não dei parte de fraco. Mal começamos a caminhar, tomei logo a dianteira, trepando rapidamente todos aqueles degraus daquele passadiço, precisamente com o intuito de aquecer, e quando as primeiras pessoas do grupo estavam a chegar lá acima, já eu lá estava a fotografar! Não demoraríamos muito a chegar aos lagos, mas dali a paisagem já valia a pena.



As rochas, o verde, as montanhas, e o branco da neve confundido com o branco das nuvens e o azul do céu.
Entretanto o caminho bifurca e pode-se ir diretamente para os lagos, ou passar antes pela Mina da Buferrera, um pequeno museu ao ar livre com a história desta mina de extração de ferro, manganês e mercúrio, que viria a fechar definitivamente devido à crise do setor em 1979.

Ainda assim um dos legados que estas minas deixaram foi a estrada que foi construída, pois em 1868, início da exploração, esta não existia, e os mineiros tinham de transportar a extração do minério, ao longo dos 12Km, e mais de 800 metros de desnível, às costas, dali até Covadonga.





















Como referi, do espaço da mina são umas centenas de metros até aos lagos. Primeiro encontramos um lago mais pequeno, o La Ercina, que nas minhas fotografias ficou enquadrado pelas montanhas ainda com neve, e à direita, depois de se subir um pequeno monte, avistamos lá ao fundo o Lago Enol.

                                               











O resto do dia ficou reservado para visitar La Santa Cueva e a Basílica, que ficam situados mais ou menos a meio, entre a povoação e os lagos.







As histórias e as lendas de batalhas são quase sempre muito controversas, visto que além de serem contadas só pelos vencedores, são muitas vezes embelezadas com pormenores inventados. Foi em Covadonga que se travou uma batalha que haveria de moldar a história da Península Ibérica. E reza a história que na conquista muçulmana, as forças cristãs refugiaram-se numa gruta, precisamente agora onde se pode visitar uma pequena capela que foi construída sobre uma cascata, designada por Santa Cueva. E a Basílica de Santa Maria la Real de Covadonga foi construída em homenagem à santa claro, e a Dom Pelayo, primeiro monarca das Astúrias, que deteve o avanço dos muçulmanos. 







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