quarta-feira, 16 de agosto de 2017

PR6 - Trilho Medieval - Cambra

Primeiro fim-de-semana de férias que começou com uma caminhada de 8Km em Cambra no concelho de Vouzela. 



Tomou-se o pequeno-almoço junto ao Solar de Cambra, construído no século XVIII e restaurado recentemente...



E são vários os pontos de interesse que vamos encontrando ao longo do percurso. Na imagem abaixo podemos ver um antigo aqueduto em granito destinado a fins agrícolas:


Passamos por caminhos estreitos, ladeados por pedras, por onde só uma pessoa passa...



.. e por carreiros de pedras por onde se atravessam cursos de água, que nesta altura do ano, infelizmente, se encontram secos:





Mais adiante vamos encontrar a Torre de Cambra, uma torre medieval já em ruínas, que terá sido construída no final do século XIII.







A torre fica situada muito perto da junção dos rios Alfusqueiro e Couto, onde temos o agradável Parque do Espírito Santo:



Neste local podemos encontrar a seguinte fauna:


Continuando com o percurso circular, vamos passar junto da Cova do Lobisomem:


Lenda do Lobisomem

Reza a lenda que nas noites de lua cheia o lobisomem percorre as ruelas graníticas da povoação de Cambra, caçando quem apanhar desprevenido. As portadas das janelas fecham-se e as crianças escondem-se debaixo das mantas quando ouvem o tropel das suas patas na calçada. Mas que monstro é este que assim apavora as noites enluaradas?
Acontece que nas famílias da região, nas mais numerosas, era costume haver 7, 8, 9 e mais filhos... Se, ao chegar ao sétimo filho, nascesse uma menina havia que chamar-lhe Custódia ou Benta, e se fosse menino pôr-lhe o nome de Bento ou Custódio. Mas, nem todos se lembravam ou então não acreditavam na maldição e assim lá lhe davam outro nome. Então, em todas as noites de lua cheia, essa criança, ao chegar à idade adolescente sofria uma terrível transformação: cresciam-lhe os dentes e as orelhas, as unhas transformavam-se em garras, e o corpo ficava coberto de pelo negro e hirsuto...  os olhos chamejantes vasculhavam o escuro, saltava de casa para fora, procurava vítimas indefesas,caçava-as e depois arrastava-as para o seu esconderijo: uma gruta, na margem do rio Couto, perto da velha torre onde as devorava sofregamente! Testemunho disso são os ossos que por ali se iam encontrando e as paredes enfarruscadas da cova onde, nas noites mais frias, o monstro acendia uma fogueira para se aquecer. 



Prosseguindo a caminhada, passamos depois pela antiga Fábrica do Queijo, de construção do início do século XX e que produzia queijo e manteiga. E ali foi construída por se tratar de um local muito fresco e de abundância de água. Com o advento das câmaras frigoríficos e graças aos maus acessos para lá chegar, acabou em declínio e deixou de funcionar.  



Já perto do final passamos pela Ponte de Confulcos, uma ponte em pedra do século XVIII que serve para atravessar o rio Alfusqueiro, que também se encontrava quase seco.




Ao longo do percurso ainda ajudei uma das minhas camaradas de percurso a apanhar muitas das amoras que se exibiam ao longo do caminho!


sábado, 12 de agosto de 2017

Sementes que se agarram à Vida

Por vezes deixo crescer algumas plantas silvestres, como estes cardos das fotografias. E é curioso ver a estratégia de propagação  suas sementes. As sementes voam como se fossem de paraquedas mas depois colam-se naquilo que encontrarem, e a semente cai e irá germinar ali. 

Veja-se como se agarraram nas estevas:







# Frenesim num cardo mariano

domingo, 6 de agosto de 2017

Ilustre Desconhecida III

Há não muito tempo que a minha mãe tinha comprado uma planta num horto, e que, se não estou em erro custou-lhe 1€. Eu achei alguma graça a esta planta, que cresce de forma muito rápida e pedi-lhe um pequeno filhote para mim. E também muito rapidamente se desenvolveu.

O problema é que ainda não cheguei à sua identificação - alguém sabe de que espécie se trata?







sábado, 5 de agosto de 2017

Parque Biológico de Gaia com entradas GRATUITAS em Agosto

Só por estes dias é que tive conhecimento que a autarquia de Gaia decidiu permitir entradas gratuitas para o Parque Biológico de Gaia este verão. E neste mês de agosto, excetuando dias em que haja atividades agendadas, as pessoas poderão entrar gratuitamente aos domingos e às quintas-feiras












Curiosamente nunca abordei aqui no blogue este parque, do qual até já fui associado e visitei inúmeras vezes. Quem sabe aproveite brevemente uma borla para o ilustrar aqui convenientemente. 

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Jardim da Praça da República - Vila do Conde

De passagem por Vila do Conde para uma visita à Feira de Artesanato que este ano celebra o seu 40º aniversário, aproveitei para dar uma pequena caminhada pela frente ribeirinha junto ao rio Ave. 

Para quem vem de sul pela estrada nacional, são duas coisas que avista ao passar a ponte: do lado direito o convento de Santa Clara, e do lado esquerdo o Jardim da Praça da República. 

O jardim é relativamente pequeno, com contornos geométricos de baixas sebes de Ligustrum e colorido por várias anuais que florescem no verão. É também rodeado por várias Melia azedarachcom que dão alguma sombra ao espaço. De momento o jardim estava todo engalanado com grandes faixas evocativas das várias freguesias da cidade, daí que foram poucas as fotografias que tirei. 




Talvez aquando de próximo regresso para um tranquilo passeio pela reserva ortinológica, quem sabe volte para mais umas quantas fotografias...

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Invasão de Pinheirinha na Ponte Medieval sobre o rio Marnel

Já por muitas vezes passei na estrada nacional ao lado da Ponte Medieval sobre o rio Marnel (afluente do Vouga) em Águeda, mas nunca até este fim-de-semana lá tinha parado. Desta vez resolvi encostar para esticar um pouco as pernas. E constatei o que da estrada nacional IC2 me parecia: uma invasão de pinheirinha (Myriophyllum aquaticum), uma invasora originária da América do Sul.