terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Propagar suculenta Kalanchoe tomentosa

Como propagar esta Kalanchoe tomentosa?


Muito simples. Basta pousa algumas folha sobre a terra e rapidamente temos novas plantas! Há coisa mais simples que isto?




domingo, 17 de dezembro de 2017

Dourada a Rainha das Virtudes 2017

Cerca de uma semana depois em relação ao ano passado, e depois de uma semana de intenso temporal, que terá ajudado a remover algumas folhas, desloquei-me novamente ao Porto para fotografar a Rainha das Virtudes vestida de dourado.








sábado, 9 de dezembro de 2017

Jacintos a passar a Barragem de Crestuma-Lever

Nas últimas semanas, a caminho do trabalho, fui surpreendido com uma enorme mancha verde à deriva no meio do leito do rio Douro, junto à barragem de Crestuma-Lever, entre Gondomar e Gaia. Hoje, apesar do tempo cinzento, dos chuviscos e, por vezes com a lente embaciada, passei lá e tirei algumas fotografias aos muitos jacintos (Eichhornia crassipes) que se preparam para descer o rio em direção ao Porto. 

Tudo isto, a meu ver e especulando um pouco, acontecerá graças ao cada vez maior movimento dos barcos, que os arrastarão de zonas infestadas para zonas que até agora estavam livres desta invasora aquática. E se as autarquias nada fizerem, em breve, o problema que agora só se está a iniciar, irá rapidamente multiplicar-se com todos os efeitos negativos que isso acarretará.






Já a montante da barragem, junto à marina de Covelo, podemos ver que aquela zona também já infestada:


quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

PETIÇÃO: Não ao uso do Medicamento que Mata os nossos Abutres




O diclofenac veterinário é um anti-inflamatório para o gado mas mata os abutres. Este medicamento matou mais de 98% das populações de abutres na Índia e foi proibido em vários países. Agora pode vir a ser comercializado em Portugal e dizimar os nossos abutres. Existem outros medicamentos que têm os mesmos resultados e não prejudicam os abutres. Estudo recentes realizados em Espanha (onde foi autorizado e a Birdlide tenta travar o seu uso) demonstraram a presença do medicamento em cadáveres de animais que podiam servir de alimento aos abutres. Vamos ser sensatos e não comercializar este medicamento em Portugal! Junte a sua voz à nossa e assine a petição. Diga NÃO ao uso do diclofenac em Portugal e na Europa e vamos deixar os abutres continuar a limpar a Natureza!


domingo, 3 de dezembro de 2017

Explosão de Granadas

O Outono caminha a passos largos para o fim e a romãzeira (no espanhol granada) já está quase sem folhas mas ainda exibe as últimas romãs que, ao explodir, vão alimentando a passarada. Dessa explosão, algumas sementes irão germinar e o arbusto assegura assim a sua prole. 





quinta-feira, 30 de novembro de 2017

O Bosque Como Bomba de Água

"Mas afinal como é que a água chega à floresta, ou ainda mais elementar que isso, como é que a água chega sequer às partes terrestres do planeta? Ainda que a pergunta pareça simples, responder-lhe é inicialmente tarefa difícil. Uma das principais caraterísticas das regiões terrestres é estarem a um nível mais elevado do que os  mares. A força da gravidade faz com que a água escoe sempre para o nível mais baixo, o que em princípio faria com que os continentes secassem. Isto é evitado pelo permanente reabastecimento de água proporcionado pelas nuvens, as quais se formam no mar e são transportados pelos ventos. No entanto, este mecanismo só funciona até umas poucas centenas de quilómetros de distância da costa. Quanto mais avançamos para o interior, mais seco se torna o território, uma vez que as nuvens se desfazem entretanto em água e desaparecem. A 600 quilómetros da costa é já tão seco que começam a aparecer os primeiros desertos. Em princípio, a vida só seria possível numa estreita faixa continental costeira, pois o interior seria seco e desolado. Mas só em princípio, pois felizmente existem as florestas. Estas constituem a forma de vegetação com a maior superfície de folhagem. Por cada metro quadrado de floresta, estendem-se nas copas 27 metros quadrados de folhas e agulhas. Na copa fica desde logo retida uma parte da precipitação, evaporando logo de seguida. No verão, as árvores consomem até 2500 metros cúbicos adicionais de água por quilómetro, que libertam durante a respiração. Este vapor de água faz com que se voltem a formar nuvens, que depois avançam para o interior, onde dão origem a precipitação. Este jogo vai-se desenrolando em zonas cada vez mais interiores, de modo que a humidade é também fornecida às regiões mais distantes. Esta bomba de água funciona tão bem, que a precipitação em algumas regiões do nosso planeta, como, por exemplo, na bacia do rio Amazonas, a vários milhares de quilómetros da costa mal se distingue daquela que se verifica no litoral. A única condição é que entre o mar e o canto mais recôndito haja floresta (...)

Chuvas regulares são de extrema importância para os nossos ecossistemas, já que água e floresta são dois elementos quase inseparáveis. Quer se trate de ribeiros, charcos ou do próprio bosque, todos os ecossistemas estão dependentes de proporcionarem aos seus habitats condições o mais constantes possível.  (...)

A importância que as árvores têm para os ribeiros também não diminui depois da morte destas. Se, por exemplo, uma faia cai e fica atravessada sobre o leito do ribeiro, então fica aí deitada durante décadas. Funcionando como uma pequena barragem, permite que aí habitem espécies que não suportam correntes fortes, como é o caso das discretas larvas de salamandra.