domingo, 17 de dezembro de 2017

Dourada a Rainha das Virtudes 2017

Cerca de uma semana depois em relação ao ano passado, e depois de uma semana de intenso temporal, que terá ajudado a remover algumas folhas, desloquei-me novamente ao Porto para fotografar a Rainha das Virtudes vestida de dourado.








sábado, 9 de dezembro de 2017

Jacintos a passar a Barragem de Crestuma-Lever

Nas últimas semanas, a caminho do trabalho, fui surpreendido com uma enorme mancha verde à deriva no meio do leito do rio Douro, junto à barragem de Crestuma-Lever, entre Gondomar e Gaia. Hoje, apesar do tempo cinzento, dos chuviscos e, por vezes com a lente embaciada, passei lá e tirei algumas fotografias aos muitos jacintos (Eichhornia crassipes) que se preparam para descer o rio em direção ao Porto. 

Tudo isto, a meu ver e especulando um pouco, acontecerá graças ao cada vez maior movimento dos barcos, que os arrastarão de zonas infestadas para zonas que até agora estavam livres desta invasora aquática. E se as autarquias nada fizerem, em breve, o problema que agora só se está a iniciar, irá rapidamente multiplicar-se com todos os efeitos negativos que isso acarretará.






Já a montante da barragem, junto à marina de Covelo, podemos ver que aquela zona também já infestada:


quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

PETIÇÃO: Não ao uso do Medicamento que Mata os nossos Abutres




O diclofenac veterinário é um anti-inflamatório para o gado mas mata os abutres. Este medicamento matou mais de 98% das populações de abutres na Índia e foi proibido em vários países. Agora pode vir a ser comercializado em Portugal e dizimar os nossos abutres. Existem outros medicamentos que têm os mesmos resultados e não prejudicam os abutres. Estudo recentes realizados em Espanha (onde foi autorizado e a Birdlide tenta travar o seu uso) demonstraram a presença do medicamento em cadáveres de animais que podiam servir de alimento aos abutres. Vamos ser sensatos e não comercializar este medicamento em Portugal! Junte a sua voz à nossa e assine a petição. Diga NÃO ao uso do diclofenac em Portugal e na Europa e vamos deixar os abutres continuar a limpar a Natureza!


domingo, 3 de dezembro de 2017

Explosão de Granadas

O Outono caminha a passos largos para o fim e a romãzeira (no espanhol granada) já está quase sem folhas mas ainda exibe as últimas romãs que, ao explodir, vão alimentando a passarada. Dessa explosão, algumas sementes irão germinar e o arbusto assegura assim a sua prole. 





quinta-feira, 30 de novembro de 2017

O Bosque Como Bomba de Água

"Mas afinal como é que a água chega à floresta, ou ainda mais elementar que isso, como é que a água chega sequer às partes terrestres do planeta? Ainda que a pergunta pareça simples, responder-lhe é inicialmente tarefa difícil. Uma das principais caraterísticas das regiões terrestres é estarem a um nível mais elevado do que os  mares. A força da gravidade faz com que a água escoe sempre para o nível mais baixo, o que em princípio faria com que os continentes secassem. Isto é evitado pelo permanente reabastecimento de água proporcionado pelas nuvens, as quais se formam no mar e são transportados pelos ventos. No entanto, este mecanismo só funciona até umas poucas centenas de quilómetros de distância da costa. Quanto mais avançamos para o interior, mais seco se torna o território, uma vez que as nuvens se desfazem entretanto em água e desaparecem. A 600 quilómetros da costa é já tão seco que começam a aparecer os primeiros desertos. Em princípio, a vida só seria possível numa estreita faixa continental costeira, pois o interior seria seco e desolado. Mas só em princípio, pois felizmente existem as florestas. Estas constituem a forma de vegetação com a maior superfície de folhagem. Por cada metro quadrado de floresta, estendem-se nas copas 27 metros quadrados de folhas e agulhas. Na copa fica desde logo retida uma parte da precipitação, evaporando logo de seguida. No verão, as árvores consomem até 2500 metros cúbicos adicionais de água por quilómetro, que libertam durante a respiração. Este vapor de água faz com que se voltem a formar nuvens, que depois avançam para o interior, onde dão origem a precipitação. Este jogo vai-se desenrolando em zonas cada vez mais interiores, de modo que a humidade é também fornecida às regiões mais distantes. Esta bomba de água funciona tão bem, que a precipitação em algumas regiões do nosso planeta, como, por exemplo, na bacia do rio Amazonas, a vários milhares de quilómetros da costa mal se distingue daquela que se verifica no litoral. A única condição é que entre o mar e o canto mais recôndito haja floresta (...)

Chuvas regulares são de extrema importância para os nossos ecossistemas, já que água e floresta são dois elementos quase inseparáveis. Quer se trate de ribeiros, charcos ou do próprio bosque, todos os ecossistemas estão dependentes de proporcionarem aos seus habitats condições o mais constantes possível.  (...)

A importância que as árvores têm para os ribeiros também não diminui depois da morte destas. Se, por exemplo, uma faia cai e fica atravessada sobre o leito do ribeiro, então fica aí deitada durante décadas. Funcionando como uma pequena barragem, permite que aí habitem espécies que não suportam correntes fortes, como é o caso das discretas larvas de salamandra. 


terça-feira, 14 de novembro de 2017

Plumas: Resistência após Incêndio

As plumas (Cortaderia selloana) exótica invasora, estão a invadir em força o grande Porto. Por exemplo, Gaia está completamente invadido por esta erva vulgarmente conhecida por penachos, plumas, erva-das-pampas, originária da Argentina e Chile. 


Trata-se de uma erva que pode atingir os dois metros e meio, que corta facilmente a pele se lhe passarmos as mãos e é muito facilmente identificável quando exibe as suas plumas. É uma planta que podemos encontrar em diferentes habitats, diferentes tipos de solos, como junto ao rio, nas bermas das estradas, ou em terrenos baldios. 





Só pela observação que fui fazendo, rapidamente cheguei à conclusão que não é uma planta de ser facilmente erradicada. Vejo constantemente pessoas as cortá-las com roçadoras, bem rente ao solo, para depois, passado pouco tempo, elas regressarem com grande vigor. Tal como também já tinha visto incendiarem as zonas onde elas estão e também me pareceu que esse esforço era infrutífero. 

E agora pude facilmente comprová-lo. Os últimos grandes incêndios de 14 e 15 de Outubro, que infelizmente provocaram mais uma série de vítimas, foram há um mês. E um mês depois já podemos observar esta invasora a ressurgir, qual fénix, das cinzas:






domingo, 12 de novembro de 2017

Por Que é Que as Casas Ardem em Portugal? (3)

Dizem-me que algo vai mudar no que aos incêndios diz respeito. Dizem-me que, depois de cem mortes, algo tem de mudar. Eu digo que não. Já conheço muito bem os portugueses. E nada mudará. Tudo continuará na mesma. As casas vão continuar a arder porque a lei não se cumpre e ninguém a faz cumprir. Os eucaliptos e pinheiros quase entram casas adentro. Não é preciso procurar muito. Basta estar atento e olhar em volta. Hoje parei o carro e fotografei mais estes dois exemplos. Ninguém limpa, ninguém corta as árvores, ninguém cumpre a lei, ninguém exige que ela se cumpra. E depois vêm todos fazer o choradinho do costume, com lágrimas de crocodilo e campanhas de solidariedade.